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A
medicina chinesa, desde seus primórdios até
os dias de hoje, permeou por milhares de anos, passou
pelas dinastias Qin, Han, Uei, Jin, Tang, Sung, King,
Uan, Ming e Chin, chegando à era atual, e continua
evoluindo. É
uma arte milenar, com conhecimentos profundos e imensos,
sendo considerada um dos patrimônios mais ricos
da humanidade. Sendo muito potente que, mesmo originada
milhares de anos atrás é amadurecida o
suficiente para diagnosticar e tratar com sucesso, problemas
de saúde gerados pelo estilo de vida do século
atual. Um dos pontos mais fortes da Medicina Chinesa
é a profundidade e simplicidade, e exige-se dela
que fale a linguagem moderna, quando
o seu |
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contrário
é mais saudável, ou seja, o mundo moderno,
entender que a medicina chinesa fala a linguagem do
ser vivo.
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A
medicina chinesa é uma arte da ciência
natural que relata as atividades biológicas
do organismo, modificações patológicas,
dando diagnósticos, tratamentos, medicamentos
e prevenções. Preocupa-se
muito com o conceito integral do tratamento patológico,
assim como os métodos de caráter experimental
e científico. As patologias e suas causas são
tão básicas que podem aplicar-se a qualquer
sociedade e a qualquer tempo. As emoções
e sensações sejam de que todo tipo e
forma são entendidos como sentimentos básicos
que se encontra em qualquer ser humano e que certamente
ultrapassam as fronteiras culturais.
Além
disso, reúne experiências fabulosas de
lutas contra doenças do povo oriental, e já
existiam teorias sistematizadas completas, há
milhares de anos atrás, como Huang Di Nei Jing.
Essas teorias sistematizadas da medicina, durante
o seu desenvolvimento, influenciaram muito no trabalho
de assistência médica e da saúde
da população em geral, como também
contribuíram para a medicina moderna, com conhecimentos
ímpares.
A
medicina chinesa, seja ela do campo teórico,
experiências comprovadas, ou dos conceitos preventivos
e tratamentos, há sempre um conjunto de princípios
sistematizado e organizado.
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Eu,
mestre Peng, acupunturista, com mais
de trinta anos de experiências e estudos
profundos sobre a medicina chinesa,
ressalto que ela tem tradição,
e para conhecê-la, é preciso entender
a sua organização estrutural primeiro.
Imagine
a medicina chinesa como uma construção,
uma casa.
A base dela seria a "teoria da medicina",
formada por oito partes:
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| 1.
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A teoria dos 5 elementos (madeira, fogo, terra,
metal e água, correspondente respectivamente
ao fígado, coração, baço-pâncreas,
pulmão e rins); |
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| 2.
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O conceito de órgãos e vísceras;
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| 3.
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Energia, respiração, sangue e secreção;
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| 4.
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A teoria dos meridianos (os doze meridianos ordinários
e oito meridianos extraordinários);
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| 5.
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Os fatores etiológicos;
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| 6.
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O procedimento do diagnóstico (inspecionar,
ouvir e cheirar, questionar, examinar o físico
e a pulsologia);
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| 7. |
Os
tratamento experimental e científico; |
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| 8. |
A
prevenção. |
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Os
pilares da construção são três:
a acupuntura, as ervas e o chi-gong (exercício
de respiração). Eles são os "três
tesouros" no tratamento empírico da medicina
chinesa.
O
telhado da construção seria o sistema
teórico e a experiência empírica
de todas as escolas organizadas e acumuladas ao longo
dos séculos.
A
origem da medicina chinesa se resume à experiência
das lutas contra as doenças acumuladas pelo povo
ancestral, formando um conjunto de sistema teórico
íntegro, e através desse minucioso sistema,
que reúne a sabedoria de geração
de profissionais da área, é praticado,
comprovado e está em constante evolução,
até chegar à atual forma.
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